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1 hora para chegar em casa, depois de 12 horas de trabalho, numa sexta-feira.
Escrito por Suzana às 22h56
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Inicia-se outra semana
Check list para começar bem a semana:
Lembrar utopias que nos movem 4
Das utopias
Se as coisas são inatingíveis... ora! não é motivo para não quere-las... Que tristes os caminhos, se não fora a magica presença das estrelas!
Mário Quintana
PS.: Não deixe a poluição o fazer esquecer que HÁ ESTRELAS!
Escrito por Suzana às 22h19
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Dogville: não perca!
Definitivamente, Dogville rompe com a linguagem cinematográfica e reproduz um teatro através do cinema. Não há cenário algum – pelo menos em relação ao que estamos acostumados no cinema: apenas um chão de madeira, com pouquíssimos objetos de cena e linhas riscadas no chão que definem as ruas e as casas. E, claro, o cachorro que dá nome ao vilarejo. Ele late, mas também é apenas um desenho no chão.

Obviamente é um recurso estético. A foco está no roteiro, nos diálogos – fortes e profundos – e na atuação do elenco. O filme, com duração de 3 horas e 17 minutos, está estruturado em novo capítulos + um prólogo. Ainda assim, segue o minimalismo estabelecido pelo manifesto Dogma 95*. O diretor dinamarquês Lars von Trier, um dos idealizadores do movimento, mais uma vez gera discussão – quem assistiu ao "Os Idiotas" poderá notar que em Dogville ele foi até mais sutil.
O filme trata da maldade inerente ao ser humano. A mensagem: a humanidade é ontologicamente cruel! Me fez lembrar Machado de Assis, em Memórias Póstumas de Brás Cubas: "Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria". O pessimismo – ou será realismo? – fica explícito e não há como sair desse filme e continuar o mesmo. Mesmo que você não goste, é um daqueles filmes fundamentais! Não dá para não assistir. Se ainda não foi, vá!
O site oficial: http://www.imovision.com.br/dogville/
*O movimento era baseado numa estética que priorizava o roteiro, obtida sem efeitos de luz e som. Uma formato, nórdico, para algo que até já conhecíamos: "uma câmera na mão, uma idéia na cabeça".
Escrito por Suzana às 20h42
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Quando decidi "bloggar" a primeira dúvida foi: definição do seu blog. Como assim? Precisa?!
Depois, comecei a indicá-lo. De novo, o questionamento. Agora partia de uma amiga, não mais do provedor: Qual(is) o(s) tema(s) do seu BLOG? Percebi, então, que não haveria escapatória. "Vou ter que me explicar!" O engraçado é que, quando terminei de respondê-la, me dei conta de que tinha uma definição, SIM:
Não foi por acaso o nome escolhido para o blog: "Construção".
Na verdade, é o que acredito em relação à vida. Um movimento dialético, de transformação. Nunca estamos (espero) "acabados" ou "prontos" ou "finalizados". Todo dia é uma construção daquilo que queremos. E isso é infinito, enquanto durar a nossa existência... É sempre afirmação, negação, superação, num movimento espiral (para cima, é claro!).
Fora isso, ainda calha de ser o título de uma canção-obra-prima do Chico. E isso é outra pista do que se trata: algo como "o que eu gosto". Música, poesia, literatura, filosofia, política... Quase nada, né?
Enjoy it and, please, let me know your comments!
Assim como as cartas de amor, as definições de blog também são ridículas! Mas...
Escrito por Suzana às 21h12
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A dona da casa: Dina Sfat, nossa Pug.

Escrito por Suzana às 20h01
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Retirado do link de postais virtuais do site artepaubrasil - livraria virtual. A quem interessar possa, o endereço é http://www.paubrasil.com.br/livraria/scripts/pagina.web?31591921104132656537+postais.html
O poema completo:
Ter um lugar na vida, ter um destino entre os homens, Ter uma obra, uma força, uma vontade, uma horta,
Eu quero ser sempre aquilo com quem simpatizo, Eu torno-me sempre, mais tarde ou mais cedo, Aquilo com quem simpatizo, seja uma pedra ou uma ânsia, Seja uma flor ou uma idéia abstrata, Seja uma multidão ou um modo de compreender Deus. E eu simpatizo com tudo, vivo de tudo em tudo.
E falta sempre uma coisa, um copo, uma brisa, uma frase, E a vida dói quanto mais se goza e quanto mais se inventa.
Sentir tudo de todas as maneiras, Ter todas as opiniões, Ser sincero contradizendo-se a cada minuto, Desagradar a si próprio pela plena liberalidade de espírito, E amar as coisas como Deus.
E há sempre razões para emigrar para quem não está de cama.
Fernando Pessoa - Alvaro de Campos - Passagem das Horas
Escrito por Suzana às 19h03
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Escrito por Suzana às 22h19
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